
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Receita para um bom dia de trabalho, caso você seja eu.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Caixa misteriosa gera polêmica
Por Guilherme Peace, da reportagem Mogi NewsFoto: Guilherme Berti
Alguns pensaram ser uma bomba. Outros se sentiram ofendidos. Teve gente que até gostou da ideia. O fato é que a caixa de papelão colocada em uma esquina da praça Antônio Ferri, em frente à mesquita, no Alto do Ipiranga, tem causado polêmica e curiosidade por quem passa ou vive no bairro. Todo o alarde acontece porque uma folha de papel, anexada à caixa, traz ofensas às pessoas que levam seus cachorros para fazer suas necessidades no local. Como ninguém sabe quem é o autor da peça, muitos têm medo de se aproximar. E o mistério aumenta quando se percebe que a caixa está lacrada por fita adesiva e é pesada o bastante para se manter no local.
A arquiteta Sandra Nakanishi, de 31 anos, que aproveita as manhãs livres para passear com o seu bebê pela praça, percebeu, em uma de suas caminhadas, a caixa deixada próxima ao poste de energia. "Aproximei-me, li e fui obrigada a concordar".
Os dizeres, "Local apropriado para burros e ignorantes jogarem as fezes de seus cachorros", escritos em um papel colado à caixa de papelão, expressam o que Sandra acha sobre o assunto. "Muita gente traz seus cães para evacuar por aqui e não recolhe as fezes. Eu mesma já tive a infelicidade de atropelar uma destas ´bombas´ com o carrinho de meu filho". A arquiteta explicou que o problema, além da falta de educação dos donos de animais, é a falta de lixeiras no local. "Havia um cesto, mas ele foi quebrado recentemente".
Para outros, a caixa é uma ofensa, tratando-se de rixa da vizinhança, macumba ou até bomba. Uma mulher que não quis se identificar, por medo de represálias, afirmou que ofender os moradores é uma falta de respeito. "Aposto que foi para atacar certa senhora que leva seu poodle gordo para se esvaziar na grama da praça".
Outra moradora foi enfática: "É macumba. Certeza que é macumba". Um transeunte mais brincalhão comentou: "Em frente à mesquita... tomara que não seja bomba!". No entanto, a caixa continua na praça e seu autor permanece no anonimato. Dentro, algumas pedras mantêm o peso para que o vento não carregue a polêmica manifestação em papelão.
sábado, 12 de junho de 2010
Três amores inusitados
Guilherme Peaceda reportagem Mogi News
Foto: Mauricio Sumiya
Silva conheceu Dilma no colégio. Ambos haviam parado de estudar quando jovens e se encontraram na escola, já adultos, onde participavam do programa Educação para Jovens e Adultos (EJA). Silva afirma que já havia visto Dilma andando pelo centro de Mogi e ficou encantado. "Mas é aquele tipo de pessoa que você vê na rua, acha interessante, mas sabe que nunca mais vai reencontrar". No entanto, o destino conspirou a favor deles. Dilma também conhecia Silva de vista e ficou impressionada por acabarem na mesma sala de aula, tantos anos depois. "Fiquei olhando para ele disfarçadamente, não sabendo como me aproximar", conta Dilma.
Era Dia dos Namorados e a professora pediu um trabalho em dupla. "Ficamos juntos e viramos amigos na mesma hora". Durante um ano, Dilma e Silva continuaram se encontrando, até que a data especial chegou novamente. "Eu a pedi em namoro, pois já tinha a sensação de que ela era a mulher da minha vida", conta Silva, emocionado. No ano seguinte, considerando a data como especial e de sorte, os dois se casaram. "Deu certo, pois somos realmente felizes juntos".
Pela Internet
A manicure e depiladora Sandra Regina de Oliveira Duarte Lobo Pereira, 37, viu o marido Edson Duarte Lobo Pereira pela primeira vez em uma palestra ministrada por ele em um centro budista. Sandra o achou inteligente e distinto, mas nada demais. Pereira, por sua vez, nem reparou na mulher. Algum tempo depois, ambos começaram a conversar pela Internet. "Adicionei o Edson em meu Orkut (site de relacionamentos) e começamos a nos conhecer melhor".
Como se identificaram logo de início, as conversas on-line se prolongaram por dias, até que marcaram um encontro no shopping. "Tomamos um café e fomos para a casa dele, onde apenas conversamos, por 13 horas seguidas", conta Sandra. A partir daquele dia, ela ficou apaixonada. Com o tempo, começaram a namorar e, em abril deste ano, se casaram.
Longa união
Outro casal que curtirá o Dia dos Namorados com bastante romantismo será o de José Antônio Soares, 53, que prefere ser chamado de Tom, parapsicólogo, e João Paulo de Oliveira Santana, barman, 33. A união dos dois completa 15 anos em 2010 e todas as dificuldades enfrentadas para que ficassem juntos não foram suficientes para diminuir a intensidade de seu amor.
Tom e João se conheceram no bar de uma amiga em comum, mas João já namorava na época. Como gostaram muito um do outro, João terminou o namoro para assumir um compromisso com Tom. "Ele me impressionou, pois disse que queria alguém que pudesse levar a sério, com quem pudesse construir uma vida. Assim, aceitei", relembra Tom.
Ele explica que sofreram diversos tipos de preconceito, principalmente por morarem juntos desde então. "Nossa união é estável e o relacionamento é como qualquer outro. Temos nossas brigas e nossas reconciliações".
De acordo com Tom, o segredo para manter o amor por todo este tempo é nunca deixar um assunto inacabado. "Quando brigamos, vamos até o fim, para resolver a questão. Assim, nunca dormimos separados". Hoje, o casal é dono de um bar no centro de Mogi e vive bem. "É preciso ser sincero com os sentimentos, ter respeito pela pessoa amada".
Para o Dia dos Namorados, Tom não quer revelar a surpresa, mas revela que envolverá um buquê de flores e um cartão musical bem cafona, pois, de acordo com Tom, assim é que o amor deve ser.
Este texto foi originalmente publicado no jornal Mogi News, a 12/06/2010.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
Mudhoney: O grunge não morreu, só estava dormindo
Da Reportagem local
Foto: Vitória Costa
......Não, não estamos falando de Mogi. Esta é a Seattle de Mark Arm, Steve Turner, Guy Maddison e Dan Peters, os rapazes do Mudhoney. A banda precursora do movimento grunge esteve em Mogi no sábado passado (22), como a principal atração da Virada Cultural Paulista. Atraindo o maior público da festa, cerca de 15 mil pessoas se espremeram na Avenida Cívica para assistir ao show da banda, os integrantes do Mudhoney logo se identificaram com nossa cidade, pelas semelhanças com sua terra natal.
......As condições de Seattle no final dos anos 1980 foram de suma importância para o surgimento do grunge. De tão entediados, ainda que não soubessem tocar corretamente, aqueles jovens provincianos resolveram criar a própria música para passar o tempo e soltar a opressão em que acreditavam viver. Não eram, nem de longe, tipos ideais de astros do rock, propensos ao heavy metal. Também não estavam se preocupando com os problemas de cunho social, descartando o punk. Era apenas expressão, com suas guitarras barulhentas e vocais gritados, usando as mesmas roupas com que costumavam trabalhar ou se proteger do frio. O Mudhoney foi a primeira banda a ter este tipo de som reconhecido no meio alternativo e independente.
......O termo "grunge", que vem de "grungy" - encardido, em inglês -, ilustra bem o tipo de música destas bandas. Ninguém poderia dizer que este estilo um dia faria tanto sucesso. Até que, em 1991, outro rapaz de cabelo engordurado, Kurt Cobain, mostrou sua Smells Like Teen Spirit para o mundo, em um dos álbuns mais importantes de toda a história do rock. Nevermind chegou a desbancar Michael Jackson do primeiro lugar das paradas da Billboard, o que não acontecia há anos. O Nirvana de Cobain foi totalmente influenciado por Mudhoney. Se hoje você usa roupas com estampas em xadrez, calças jeans desfiadas ou camisas de flanela, moda típica da geração X, agradeça ao grunge.
Guilherme Peace: Esta é a quarta vez que tocam no Brasil. Existe alguma diferença do público brasileiro com os fãs de outros países?
Mark Arm (vocalista): Existe sim! Os brasileiros são mais calorosos. Mas a maior diferença, e o mais legal, é que o público do Brasil canta junto todas as canções, inclusive as mais recentes, o que não é muito comum nos outros países.
GP: E como é tocar hoje as mesmas músicas de 20 anos atrás e ver todo este público, uma mistura entre velhos e novos fãs, de várias idades diferentes?
Steve Turner (guitarrista): Cara, isso é uma coisa maluca! [risos] Acho que o ponto alto da música é esse lance de não envelhecer, sabe? As canções acabam sendo meio atemporais...
GP: Vocês influenciaram toda uma geração, além de iniciar um movimento musical que alguns chamam de "último suspiro do rock". Acham que sua música mudou muito de lá pra cá, ou ainda é o grunge de sempre?
Turner: Não mudou muito não. Só o fato de que estamos mais velhos.
GP: No começo, Mark Arm fazia parte do Green River, banda que se dividiu, e dessa divisão surgiram o Mudhoney e o Pearl Jam. Por que vocês não seguiram o mesmo caminho de fama que o Pearl Jam, no meio mainstream?
Turner: Acho que nossa música sempre foi muito mais "suja" do que a dessas outras bandas... Não queríamos seguir o mesmo caminho...
Arm: Na verdade, não esperávamos chegar tão longe. E olha onde estamos... em Mogi das Cruzes! [risos]
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Esta reportagem foi originalmente publicada nos jornais Mogi News, de 28/05/2010, e Diário do Alto Tietê, de 29/05/2010.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Autoramas faz show supimpa em Mogi
Uma das bandas mais esperadas nesta Virada Cultural de Mogi, os Autoramas fizeram uma apresentação disposta a animar o público. Com músicas dançantes, nos estilos rockabilly e new wave surf, como os próprios músicos se intitulam, os cariocas Autoramas deram aos mogianos outro show de alta qualidade, mesmo de graça,
A banda, formada no Rio de Janeiro em 1997, entrou em maior evidência no cenário musical nacional com a gravação do CD e DVD MTV: Autoramas Desplugado, lançado no ano passado. A banda tocou sucessos dos cinco álbuns da carreira, alternando nas vozes do topetudo Thomaz e da ruiva Flávia.
Mas esta não foi a primeira vez que Autoramas veio a Mogi. "Estivemos aqui há nove anos", disse o vocalista Thomaz. "Na época não éramos tão conhecidos". E ele elogia o público mogiano. "Foi um show muito supimpa. Gostaríamos de voltar mais vezes, mas vários fatores impedem. Esperamos que os produtores daqui nos convidem mais". Os fãs que moram em Mogi também.
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Esta reportagem foi originalmente publicada no jornal Mogi News, a 26/05/2010






